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«Não existe meio mais seguro para fugir do mundo do que a arte, e não há forma mais segura de se unir a ele do que a arte» Goethe
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Por que contratar um produtor?

Todos os artistas, sem exceção, necessitam dos cuidados de alguém dos bastidores pois, em algum momento do percurso (senão sempre), eles "perdem a noção de referência", vêem uma realidade transfigurada e acabam convivendo com uma dose de depressão. Diversos fatores impulsionam isso: descontentamento com a falta de reconhecimento do público, sensação de que sua arte não progride, solidão, desconforto e uma certa inadequação com o mercado e a concorrência, insuficiência financeira para se manter...e a lista não para por aí.A partir daí, a vida pessoal acaba se misturando com a arte. A emoção é dominada de tal forma que mexe com a conduta, o ego, deformando a personalidade, corrompendo-a. O próprio espírito se transfigura a ponto de mudar a beleza de sua arte.Certa vez li duas frases que nunca esqueci: "Talento só, não basta." "Todo gênio cria para si a própria desgraça!" Carreira mal direcionada é como uma montanha-russa: o carrinho pode até ser lento na subida, mas... "é extremamente veloz na descida".

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"Aplausos e publicidade tiram o equilíbrio psicológico dos artistas e os tornam escravos da aparência". E vivendo da aparência, dificilmente um artista consegue manter-se em equilíbrio, principalmente no lado financeiro. Eles perdem a mão das finanças, acabam vendendo o almoço para comprar o jantar. Essa tendência mostra-se ainda no lado emocional e, fatalmente, penderá para uma carência no aspecto racional.Por outro lado, artistas que têm o "lado racional" desenvolvido demais "não são tão bons artistas assim", pois possuem a tendência de se tornarem "mercenários de sua arte". Eis a necessidade da direção. Uma pessoa equilibrada que não se atém a bater de frente e falar verdades quando acha necessário.Eu, até hoje, não consegui encontrar nenhum artista que tivesse equilíbrio exato de 50% emocional e 50% racional. Sempre pende para um dos lados. Nesse caso, é preferível que seja para o emocional. O racional tenta encontrar pontos em seu próprio talento para humilhar todos a sua volta. Este provavelmente ficará sozinho."Talentos não se criam, são descobertos. O mundo os elege!”

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Muitas vezes os artistas enxergam a contratação de um produtor como um gasto e não como um investimento. No meu caso, possuo um home-estúdio amplamente equipado e todo o processo de pré-produção e pós-produção é feito aqui. Isso já economiza muito. O planejamento das etapas de produção (ensaios, arranjos, gravação) também é tarefa do produtor, e isso também diminui o custo para a produção de uma faixa ou de um CD Full (completo). Na mairia das vezes trabalho por meio de preço pacote (um valor fechado, independente do número de horas/dias gastas no trabalho). Isso garante que, com certeza, além de maior dedicação, o custo x benefício fique imbatível. Leia todas as perguntas e saberá porque é fundamental a contratação de um Produtor Musical.

O Produtor Musical na História.

Na indústria musical, Produtor Musical ou Produtor Discográfico são termos que designam uma pessoa responsável por completar uma gravação master para que esteja pronta para o lançamento. Eles controlam as sessões de gravação, treinam e guiam os músicos e cantores e fazem a supervisão do processo de mixagem.Na primeira metade do século XX, o papel do Produtor Musical lembrava aquele do Produtor Cinematográfico, em que o produtor musical supervisionava as sessões de gravação, pagava os técnicos, músicos e os responsáveis pelo arranjo das músicas, e algumas vezes até escolhia material para o artista. Pela década de 1960, os Produtores Musicais pegaram um papel mais direto no processo musical, incluindo criar arranjos, cuidar da engenharia da gravação e até mesmo escrever o material. Através de tudo isso, os produtores têm tido uma forte influência, não apenas em carreiras individuais, mas no curso da música popular.

Produtor Musical, de Eventos, Executivo, Fonográfico…Entendendo as diferenças.

Há uma certa confusão quanto ao uso do termo PRODUTOR. Há diversas atividades na área de produção, e no dia-a-dia chamamos tudo apenas de produtor quando na realidade há várias vertentes: Produtor Musical, Produtor Executivo, Produtor Fonográfico, Produtor de Eventos, Produtor Cultural, Produtor de Abacaxi e por aí vai...
•O QUE É O PRODUTOR MUSICAL?
Para facilitar o entendimento, fazendo então um paralelo com uma peça teatral, o PRODUTOR MUSICAL é como se fosse o diretor do espetáculo. É fácil visualizar o que faz um diretor de teatro?
Na música, é o PRODUTOR MUSICAL - nos moldes do diretor da peça teatral - que direciona o andar dos trabalhos no estúdio. Ele quem cuida do processo que precisa captar a essência e os conceitos do trabalho da banda, cuida para que cada músico faça a sua parte da melhor maneira possível, diz se o take está bom ou não, opina em timbres, etc.

• PRODUTOR DE EVENTOS É a “criatura” que está promovendo eventos e mesmo que esses eventos sejam de música ele não é PRODUTOR MUSICAL, certo?

• PRODUTOR EXECUTIVO Que executa!

Então, é a pessoa que “bota a mão na massa”, resolvendo ou equacionando as problemáticas ou necessidades para que o evento ou projeto aconteça, show, filme, peça de teatro, etc.

• PRODUTOR FONOGRÁFICO

É a pessoa ou empresa responsável pelos trâmites que leva um CD até o mercado, seja por um selo ou uma gravadora.O que rola hoje em dia é que as pessoas que chamamos de o "produtor da banda", embora sejam chamado apenas "produtores", muitos trabalham com suas respectivas bandas também como produção executiva e produção de eventos.

Fases da Produção

A Produção Musical pode ser dividida em 3 etapas:

-Pré-produção

-Produção

-Pós-produção
Durante a Pré-Produção
Artista e produtor trabalham juntos para estarem 100% preparados para a fase de Produção, que inicia-se com gravações em estúdios. O tempo de estúdio é muito valioso e pode representar uma boa porcentagem do custo e do tempo de uma produção. Nada pior do que voltar atrás, modificar letras, instrumentos, forma, gastando mais recursos com gravações e mixagens.Uma Pré-produção bem feita cria toda a fundação de um projeto musical (seja ele um álbum ou apenas um jingle), deixando a música lapidada ANTES que iniciem as gravações. Assim, os recursos necessários para a produção propriamente dita, são claramente planejados e antecipados, permitindo economia de tempo, dinheiro, erros e frustrações. Estes são alguns exemplos de atividades feitas pelo produtor durante a pré-produção:Análise de letras e títulos - significados, sinônimos, rimas, sonoridade, contexto Adaptação da forma (verso, chorus, bridge) ao estilo musical e mensagem propostos Aumento de impacto através de início forte e teoria da comunicação Arranjos e instrumentações, timbres, naturalidade, fidelidade Contorno emocional - interesse, suspense, recompensa Técnicas de microfonação e criação de espaços sonoros Seleção de músicos, estúdios e profissionais
A segunda fase, a Produção propriamente dita
Procura registrar as performances e mixar os resultados de acordo com o que foi planejado (e previamente decidido) na pré-produção. Nesta etapa, o produtor utiliza seus conhecimentos - acústica e equipamentos, gerenciamento de tempo e conflitos, tecnologia e comportamento do público - para extrair o melhor dos músicos e técnicos, sem se desviar do objetivo final. Assim como faz o diretor de um filme. Essa é talvez a maior competência de um bom produtor musical - conseguir enxergar (ou melhor, ouvir) o resultado final desde o princípio e tomar as decisões corretas para atingí-lo. É muito fácil nos distrairmos com detalhes técnicos, artísticos e mercadológicos que impedem a concentração durante a fase de produção. O produtor coordena as etapas, recursos humanos e tecnológicos para o processo fluir com criatividade e disciplina. Muitas vezes, isso significa "encarnar" a figura de empresário, músico e ouvinte. Uma vez que as músicas estejam registradas e comuniquem sua mensagem (seja ela refletir, protestar, dançar ou sorrir), é hora de empacotar e promover o produto final.

A Pós-Produção
Pode ser encarada como a etapa de embalagem e distribuição do produto. Quando saímos para jantar fora, queremos que a apresentação da comida seja adequada, que os pratos combinem entre si e com as bebidas, que haja harmonia entre ambiente, serviço e custo. Se comêssemos direto da panela, talvez sentiríamos o mesmo gosto, mas provavelmente não seria uma experiência tão agradável.Durante a pós-produção, as músicas passam por um processo conhecido como Masterização. A harmonia entre canções, timbres, volumes, pausas, sequência - o conjunto da obra musical e como ela será apresentada - são trabalhados para que o produto possa ser "digerido" da melhor maneira possível. Ao mesmo tempo, detalhes técnicos da confecção da mídia master e suas cópias são cuidadosamente testados e implementados para se evitar erros na prensagem, distribuição e compatibilidade com equipamentos dos consumidores. Finalmente, estratégias de marketing e distribuição buscam a promoção do produto e remuneração para os profissionais, através de vendas de gravações, shows, veiculação nas rádios, gerenciamento da imagem do artista, downloads, relações com imprensa, entre outros. Sem uma boa pós-produção, músicas maravilhosas podem desapontar e nem chegar ao público, caindo no esquecimento.

Fonte:http://www.audicaocritica.com.br

Produzindo um CD

Começamos então, pela primeira fase: a de Criação.

Durante esta fase, o músico ou os músicos compõem uma melodia, geralmente acompanhada de acordes básicos, que constituem o primeiro arranjo musical. Apenas se pretende construir a base da música. Geralmente, e se a música não for instrumental, escreve-se também uma letra para acompanhar a melodia. Não há qualquer regra que defina o que deve ser feito primeiro. Ficará ao critério do autor criar primeiro, ou a letra, ou a música.

De seguida passamos à fase de Arranjos Musicais, em que o autor, através do uso de intrumentos, de frases musicais e de acompanhamentos e acordes próprios de cada estilo, procura "enquadrar" a sua música dentro do estilo musical pretendido. É claro que, muitas vezes, surgem estilos completamente novos, fruto da criatividade de cada autor.

Pode-se ainda acrescentar que os efeitos sonoros têm cada vez mais influência na definição de um estilo musical. Como exemplo temos o Rock actual cujo som não podemos dissociar de uma guitarra eléctrica ligada a um pedal de distorção ou overdrive. A utilização de efeitos permite ainda criar ambientes e texturas sonoras impossíveis de alcançar anteriormente.

O passo seguinte são os Ensaios. Nesta fase o músico ou a banda procuram interiorizar a música de tal forma, que esta fique dominada (e até decorada). Reduz-se assim a possibilidade de enganos, quer em estúdio, quer em concertos ao vivo, ao mesmo tempo que surgirão novas ideias que poderão complementar ainda mais o arranjo musical, fruto dessa familiarização com a música.

Esta fase revelar-se-á muito importante no estúdio, uma vez que é um ambiente onde o músico está sujeito a diversas pressões que podem influenciar o seu desempenho, caso não esteja seguro. Esta segurança só se poderá conseguir com ensaios.

Passa-se então à etapa seguinte: a Gravação em estúdio.

Embora os chamados home studios estejam cada vez mais em voga, com a descida de preços do material informático, os melhores resultados, sobretudo para bandas, são conseguidos num verdadeiro estúdio, onde as condições tanto acústicas como tecnológicas são francamente melhores. Porém têm uma grande desvantagem: pagam-se, geralmente à hora.

Nesta fase é conveniente, se não houver dinheiro para um produtor, definir um orientador que diga o que fica bem e o que não fica e que, no final, se encarregue da mistura. Poderá ser o encarregado do estúdio ou um dos músicos. Pretende-se com esta medida, aproveitar o tempo da melhor forma.

Em estúdio, no caso de uma banda, começa-se por gravar primeiro a bateria, que irá servir de orientação rítmica para os outros músicos que vão gravar depois. A gravação é feita, regra geral, individualmente. Se o estúdio for grande e tiver condições para isolar acusticamente cada instrumento, poder-se-á pensar em gravar tudo ao mesmo tempo, uma vez que cada instrumento irá para uma pista diferente. Nunca se deverá gravar, por exemplo, duas vozes ao mesmo tempo com o mesmo microfone, porque irá dificultar a mistura e, no caso de um dos cantores se enganar, ambos terão de repetir o take.

Em estúdio surgem, geralmente, ideias novas, porque há mais material para trabalhar e haverá sempre alguém com mais experiência a aconselhar. As músicas tendem, por isso, a ficar mais ricas.

A etapa seguinte é a Mistura. Esta é já uma etapa final da gravação. Aqui acertam-se os níveis sonoros e a panorâmica de cada pista gravada. É também feita a equalização de cada uma das pistas e a aplicação de efeitos aos instrumentos.

Antes de começar e sempre que necessário, devem ouvir-se CDs bem conhecidos e bem gravados no sistema de reprodução do estúdio, que servirão de referência e comparação para a mistura que se irá efectuar.

Em relação ao ajuste dos níveis sonoros, deverá ser encontrado um equilíbrio entre instrumentos e vozes de modo a que todos se oiçam. Há, no entanto, uma tendência para realçar a voz, visto ser ela que "dá vida" à melodia.

Com a panorâmica podem criar-se verdadeiros ambientes sonoros, se a eles juntarmos a utilização de efeitos. Dando um exemplo simplista, se se tiver uma gravação de uma orquestra em que os violinos estavam à frente e à direita e os contrabaixos atrás e à esquerda, deve-se na mistura ajustar a panorâmica dos violinos para a direita e aplicar pouco ou nenhum reverb e, nos contrabaixos, ajustar a panorâmica para a esquerda, aplicando uma boa quantidade de reverb. Assim, quem ouvir a gravação ouvirá uma aproximação daquilo que ouviria, caso estivesse em frente da orquestra.

Quanto à equalização, deverá ser feita pista-a-pista, ajustando graves, médios e agudos para cada uma individualmente e, no final deverá ser feita uma equalização ouvindo todas as pistas ao mesmo tempo. Durante esta fase, para não "borrar" o som, é por vezes melhor reduzir do que aumentar. Por exemplo, se o som de uma guitarra tiver poucos baixos deve primeiro tentar reduzir-se nos agudos e não aumentar os baixos.

Durante a fase de mistura surgem normalmente muitas ideias que conduzem a uma grande modificação do produto final.

Após a fase de mistura há que passar à fase de Audição e avaliação das músicas gravadas e misturadas. Como cada sistema de reprodução tem as suas características muito próprias, é natural que uma gravação que tenha ficado óptima no estúdio vá soar mal numa outra aparelhagem. Assim, a gravação deverá ser ouvida no maior número de sistemas possível e corrigida no estúdio, sempre que necessário, até se encontrar uma mistura que soe o melhor possível em todo o lado.

Quando já se encontrou a mistura perfeita, passa-se à etapa seguinte: Masterização.

Nesta fase, basicamente, trabalha-se já com o as músicas no seu todo e não com as pistas individualmente. Ajustam-se os níveis de maneira óptima para que não haja nem ruído, nem distorção. Uma gravação muito baixa irá concerteza deixar "transparecer" ruído, enquanto que uma gravação além dos limites irá ficar distorcida.

Durante esta fase é também feita uma equalização final, mais minunciosa de cada uma das músicas.
No final é gravado o master, que irá ser utilizado para a duplicação dos CDs.

Mas, antes de se passar à fabricação, temos ainda uma outra fase: a de Legalização.

Para que o músico possa dormir descansado, certo de que ninguém lhe vai roubar o direito às suas músicas, tem que registar cada uma delas num organismo competente. Em Portugal, quem trata da segurança dos autores é a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores).

É também a SPA que concede licenças para duplicação e comercialização do CD, depois de verificar que o produto não viola os direitos de outros autores já registados.

Passa-se então à fase de Fabricação.

Qualquer CD em comercialização tem uma capa (salvo raras excepções). Esta, depois de concebida e elaborada, deverá ser entregue numa disquete, juntamente com o master, ou uma cópia deste, à fábrica que se irá encarregar da duplicação dos CDs. Os CDs copiados na fábrica são prensados e não gravados a laser, como acontece com os gravadores CD-R. O preço de um CD prensado é muito mais baixo do que o de um CD-R.

No final vem a fase de Distribuição e Comercialização.

Para que haja certeza de que o CD chega a toda a gente, é feito um acordo com uma empresa de distribuição. É claro que sai muito mais caro do que se fossem os próprios músicos a fazê-la, mas as probabilidades de sucesso também são muto maiores.

Por fim, o produto chega às rádios e às discotecas e começa a promoção do CD, que é feita de inúmeras formas, como por exemplo: concertos ao vivo.

Conclusão

É certo, que à partida, a produção de um CD musical parece uma tarefa fácil, mas é na realidade algo difícil e moroso. Envolve grandes esforços físicos, mentais e financeiros da parte dos músicos, que nem sempre vêm o seu trabalho ser acreditado. Se a isto aliarmos o facto de que, na indústria musical da actualidade, os interesses económicos falam mais alto do que o talento dos músicos, verificamos que a grande maioria dos músicos nem sequer consegue chegar ao primeiro patamar da produção de um CD: a fase de gravação.

É então uma indústria na qual será mais ou menos fácil sobreviver, mas que é muito difícil de atingir. Esperemos que o futuro nos reserve mais facilidades e mais apoios nesse sentido.